50.000 Visitas; um momento de reflexão.

Dois anos e 87 artigos depois de começar este Blogue cheguei ás 50.000 visitas.

Não é um grande sucesso, não é motivo para lançar foguetes nem celebrar com champanhe, mas é uma meta importante para mim.

Comecei o Blogue porque me sentia profundamente desgostoso da situação em que vivia. Estava desempregado, com poucos amigos e com pouca vontade de recomeçar a vida a partir do zero. Os problemas de saúde tinham-me roubado a razão de viver, tinham-me tirado aquilo que mais adorava e que melhor sabia fazer, ser Socorrista. Deixei de poder exercer como tripulante e a formação foi também desaparecendo pouco a pouco. Continuei como Voluntário mas mesmo isso me foi roubado. Que seria da minha vida?

Tentei encontrar qualquer coisa que me animasse, que me devolvesse um pouco a vontade de lutar e que me desse um pouco de alegria. Experimentei várias coisas como a Electrónica, a Electricidade, mas não me preenchia. Apesar de ter frequentado algumas formações, não me dava o prazer que queira, que tanto procurava.

Foi no entanto durante uma dessas formações que reencontrei os trabalhos com madeira.

Procurava na Internet qualquer coisa que já não me lembro e dei de caras com um vídeo de um indivíduo bastante engraçado, de seu nome Steve Ramsey. Era um vídeo no Youtube sobre qualquer coisa de madeira. Vi o vídeo e achei de tal maneira engraçado e educativo que comecei a ver mais vídeos e a seguir o Blogue “Woodworking for mere mortals“. Uma coisa puxou a outra e comecei a procurar mais sites sobre trabalhos de madeira, acabando por encontrar um autêntico universo paralelo, onde do profissional ao completamente desajeitado, todos tinham um espaço e eram bem recebidos.

No colégio tinha tido trabalhos manuais e depois trabalhos oficinais, pelo que não seria a primeira vez que trabalharia a madeira. Já tinha sentido aquele gosto na minha juventude, mas o bichinho da emergência médica tinha ganho a competição. Porque não? Comecei a fazer coisas pequenas e simples, mas principalmente a ler o máximo possível sobre o assunto. Ler, ver vídeos, assistir a emissões online en directo, a ouvir podcasts, sei lá… Tornei-me um ávido consumidor de tudo o que pertencia ao mundo do Woodworking.

O Facebook que apenas servia para jogos da Clara, passou a ser uma das mais importantes ferramentas de trabalho. Comecei a fazer amigos virtuais, a participar em Fóruns, colocar questões e muito mais do que alguma vez tinha imaginado. Do publicar fotografias no Facebook a começar a escrever frequentemente no Blogue apenas sobre os trabalhos de madeira foi um pequeno passo.

Quando me apercebi, estava completamente imerso neste mundo da madeira. Não só me sentia completamente absorto neste meio, como fui conhecendo pessoas maravilhosas que me ajudavam sem nada me pedir, apesar de na maior parte das vezes se encontrarem do outro lado do mundo. Rússia, Estados Unidos, Argentina, México, Inglaterra, Brasil, Espanha e naturalmente, Portugal.

Do lado Espanhol surgiu a oportunidade de juntar um pequeno grupo de entusiastas para um encontro e assim surgiu o 1º Encontro Internacional de Yeles, em Toledo. Aqui as amizades virtuais passaram a reais. O Júlio, o Ramón, o Emílio, o Luís são apenas 4 dos amigos virtuais que passaram a fazer parte da minha nova família.

Pouco a pouco fui fazendo vários projectos e reconheço que algumas vezes exagerei mas outras vezes ficaram bem.

Logo no início, quando foi necessário construir um pequeno consultório para mesoterapia na loja da Clara resolvi tentar ser eu a construi-lo.

Animado com o resultado, mas sem grandes conhecimentos de uniões, resolvi também construir o balcão de atendimento para a Loja que a Clara precisava.

Mas depois tive mais olhos que barriga. Tentei fazer um móvel para casa mas continua inacabado. Não o voltei a tocar, pois ainda não consigo aplicar convenientemente a fita que cobre os rebordos e tenho um pequeno problema de sustentação, que espero resolver brevemente.

Um dos trabalhos que mais gozo me deu fazer foi o cavalinho de madeira. Este cavalinho se se recordam foi feito um pouco por todo o mundo a partir de um apelo do Marc, do site Woodwhisperer.

os cavaletes segundo o desenho do Mestre Krenov;

Ou uma simples casinha para pássaros;

No meio disto o Luis sai a ganhar com esta minha actividade, senão reparem;

O banquinho para o Luis me ajudar na cozinha;

A baliza para jogar na rua;

e um suporte para os DVD’s.

Também entrei um pouco no domínio das ferramentas;

Um maço de madeira para talha;

Um graminho

e o Guilherme.

Fiz ainda um cavalete para cortar madeira com serras de mão;

a cabina de pintura;

e estou quase a terminar a caixa em talha para a Clara.

Como não tinha mesa de corte, inventei uma;

e como até funcionou fiz uma mesa para a tupia eléctrica.

Para não variar, tentei criar qualquer coisa.

Um suporte para o telemóvel a partir de um tronco de lenha;

o famoso peixe mutante,

a placa com o nome da Clara e

um bloco para treinar juntas e entalhes.

Ainda fiz mais coisas, mas ou estão inacabadas ou estão num canto a que eu chamo de “depósito de projectos futuros”.

Seja como for, muito tenho aprendido nestes dois anos. Acima de tudo aprendi que afinal é possível recomeçar do zero, mesmo que a muito custo. Embora tenha trabalhado ocasionalmente, continuo desempregado e sem qualquer trabalho em vista. A situação parece estar a piorar no pais, pelo que não prevejo que consiga encontrar trabalho proximamente, mas pelo menos tenho estes trabalhos que me mantêm vivo e com alguma esperança no futuro.

Agora tenho um sonho, embora seja muito difícil, senão impossível de realizar. Gostaria um dia de poder ter um cantinho, uma loja / oficina na cidade, na zona antiga, onde venderia material e equipamento para trabalhar a madeira, onde faria peças de artesanato e onde poderia dar aulas ou organizar encontros para outras pessoas como eu. Gostaria de me dedicar a 100% a esta arte, estudar a história da Carpintaria e Marcenaria em Portugal e, já que vivo numa cidade tão cheia de história, estudar e aprofundar os meus conhecimentos de trabalhos em madeira no tempo do Império Romano. Participar em eventos de recriação histórica e partilhar o que vou aprendendo.

Como disse Buda, o nosso futuro é escrito pelos sonho do presente, e quero acreditar que posso lá chegar.

Para já, contento-me em viver dia-a-dia, dar um passo de cada vez, e tentar não sentir-me oprimido ou deprimido pelo rumo que a vida está a levar, embora haja dias que só me apeteça desistir. Nesse aspecto, este Blogue foi a melhor coisa que fiz, pois sinto que estou a conseguir ajudar algumas pessoas a seguir o mesmo sonho.

A minha mensagem para todos é que não podemos parar de acreditar, mesmo em momentos difíceis como este. Falar é fácil, eu sei… mas é a este pensamento que me agarro com todo o fervor.

Acabo por agradecer a todos os que seguem o Blogue, e a todos os que por cá aparecem à procura de informações sobre trabalhar a madeira. Que a madeira esteja sempre no vosso horizonte e que a imaginação e a criatividade nunca vos abandone.

Muito obrigado!

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18 respostas a 50.000 Visitas; um momento de reflexão.

  1. José Mota diz:

    Caro amigo Santana, tenha esperança que melhores dias virão. Pessoalmente, vai para uns 30 e tal anos, vivi uma crise, no meu caso de índole psicológica, que chegou a tirar-me as ganas de continuar a lutar. Foi nessa altura que descobri que estando ocupado com coisas que goste, elas me ajudam a resolver os problemas Os momentos que vivemos são de desesperança, sim-senhor, também sinto isso, sinto-o todos os dias, e até já deixei de ver os telejornais porque me deprimem. Actualmente , e com mágoa minha, deixei de dar a atenção que gosto à carpintaria, e porque quero poupar no combustível, estou a pensar em construir um quadriciclo tal como o vi no Youtube ( -http://www.youtube.com/watch?v=NUlcLbfvCVE&feature=bf_next&list=ULPMbOyWAPufc) de um sujeito fenomenal em termos de criatividade, de seu nome (nick)” echuamano “; tem, inclusive, um blog :www.echuamano.blogspot.com.
    Permita-me que lhe sugira uma solução para o óbice que tem com a orla – refiro-me ao acabamento do seu móvel que está “encostado”: há no mercado – p.ex. no Leroy Merlin, uma ferramenta para “aparar” “à maneira” a orla, é da Virutex, marca de prestígio, logo, um poiuco “pesada” em termos de preço; não sei se há de outras marcas, nem sequer se a marca do hipermercado em causa – Dexter- tem uma, mas ao que parece funciona às maravilhas. Amanhã, ou seja – hoje – vou a uma dessas lojas, e vou ver se não me esqueço do preço, para depois lho transmitir.

    Cumprimentos

    José Mota

    • Como está Sr. José?

      Obrigado pela sua simpatia, como sempre. Adorei o seu projecto e espero que o consiga realizar. O quadriciclo é um espanto🙂 Não só vai economizar dinheiro no combustível como na conta do médico, porque é uma máquina super saudável. Não se esqueça de me ir comentando como vai, pois gostaria de acompanhar a construção.

      Pois, a Virutex é boa, muito boa e até que não é das mais caras. Ando a experimentar colar aquelas fitas adesivas a quente que se vendem no AKI e Leroy Merlin para tapar as orlas, mas não me agradam… ou tentar à maneira antiga, com cola de contacto e talvez fazer as orlas eu próprio com castanho. Veremos…

      Quanto à situação do pais, já tomei a mesma atitude que o Sr. José; evito ver televisão e ouvir rádio. Encontrei que a ignorância pode ser santa nalguns casos.

      Um grande abraço e que tudo corra bem.

  2. José Mota diz:

    Obrigado pelas palavras. Então o caro amigo como vai? Sobre si, baseando-me na sua paixão para a marcenaria/carpintaria, e não sabendo se não desdenha ganhar umas massas com o “woodworking, porque é que não explora a sua paixão e junta o agradável ao útil? O Natal aproxima-se a passos largos, e isso significa prendas, logo – são oportunidades de vender objectos feitos em madeira, seja em forma de pequenas/grande caixas, baús, etc. Sabe, também quero ganhar uns cobres extras com esta ideia; admito até usar a via-pública como loja, para além da tentaiva de tentar colocá-los à consignação, por exemplo, no comércio dito tradicional. Sobre o quadriciclo, é uma ideia que ficou na cabeça na passada segunda-feira quando fui ao YouTube para pesquisar “woodworking”….Acontece que quero fazer um pouco diferente da ideia original: que seja monolugar – não estou a ver a “patroa” a fazer-me companhia em tal veículo – e que possa ser movido alternativamente com o auxílio de um berbequim a baterias, conforme reza o Youtube – na “bicicleta DeWalt “- http://www.youtube.com/watch?v=gC3rB9f7DaU penso também acrescentar um alternador de um carro, que, adicionado a um circuito de rectificação, me recarregue a bateria do berbequim sempre que o deseje, por exemplo nas descidas (por inércia). Não sei se teria problemas com a Brigada de Trânsito, porque sendo quadriciclo, veículo incomum por cá, carecerá de homologação, penso eu. Se for assim o projecto passará a ser uma bicicleta. Este país é uma treta; lixa-nos todos os dias, dizem-nos para deixarmos de ser piegas e deitar mãos à obra, e depois ele é ver obstáculos em cima de obstáculos. Haja coração!

    Cumps

  3. José Mota diz:

    Desculpe, mas esquecia-me de perguntar: em que estabelecimento comercial comprou o esquadro regulável que aparece numa das fotografias? Sei que o posso adquirir através da loja on-line “TornYFusta”, mas se fosse por cá preferia…

    • Boa tarde Sr. José.
      Olhe, quer a minha opinião sincera? Acho que deveria começar a planear a construção do seu quadriciclo monolugar sem pensar em legalização. Isso virá mais tarde. Agora tem é de começar a planear muita coisa; material, desenho básico, engrenagens, etc. Já vi que é uma pessoa de muitos recursos e imaginação ilimitada, pelo que não terá problemas em começar com um desenho a pedais normal que depois possa ser alterado para usar um berbequim ou outro meio de propulsão simples, barato e acessível. Realmente o pais pode ser um pouco restrictivo em relação a novos projectos, mas sempre existirá um nicho para pessoas como o Sr.
      Sabe, um pouco de divulgação faz maravilhas, e quando chegar a altura pensa-se nisso🙂
      Comece a trabalhar e depois se necessário eu dou-lhe uma ajuda.

      O esquadro regulável comprei-o em Cáceres, Espanha, onde nasci. Se quiser, envie-me um mail (santanna620 *arroba* gmail *ponto* com) e terei todo o gosto em enviar-lhe um como prenda. Posso enviar-lhe o meu ou se quiser peço ao meu irmão para me mandar dois ou três que sempre ficam muito mais baratos;-) Cada vez mais penso em começar a vender algum material difícil de arranjar por cá a preços acessíveis. E como disse, agora no Natal estou a pensar em fazer umas coisitas. Para já estou a fazer uma espada e um escudo que me pediram para um miúdo. Vamos lá ver se fica bem e o miúdo contente.

      Não deixe de sonhar Sr. José!

  4. Carlos Alberto Abreu diz:

    Viva
    A propósito do seu sonho para o futuro da sua relação com a madeira, pareceu-me que seria conveniente apresentá-lo a este senhor: http://greenwood-carving.blogspot.pt/
    Para mim tem sido bastante inspirador quer pelo material que produz quer pelo empenho e dedicação à causa da produção artesanal de objectos.
    A propósito de “carpintaria” em geral, estou agora a ler o livro “Carpintaria Civil” de João Emílio dos Santo Segurado, colecção Biblioteca de Instrução Profissional, editada pela Livraria Bertrand algures no princípio do séc.XX. Se não é a Bíblia dos carpinteiros é pelo menos o Antigo Testamento. Se quiser um “cheirinho” do livro diga.
    Dou-lhe ainda o endereço do CEARTE, http://www.cearte.pt/ ,que se calhar já conhece, que é o Centro de Formação de Artesanato onde neste momento estou a frequentar uma formação de “Ecodesign e técnicas de acabamento de madeiras”
    Saudações solidárias deste outro “caruncho” e disponha.

    Carlos Abreu

    • Bom dia Carlos.

      É sempre óptimo trocar referências sobre sites conhecidos, pois muitas vezes desconhecemos alguns. Agradeço-lhe muito a sua referência, pois irei ver com todo o cuidado. Para não variar, não conheço o livro “Carpintaria Civil”. Assim que li o seu comentário fui imediatamente pesquisar na Internet, mas infelizmente não o encontrei.

      Encontrei bastante informação sobre o livro, mas como vêm sendo habitual, o livro em si não está disponível. Engraçado é que o encontrei num alfarrabista com o fantástico preço de…60 Euros!!! Fiquei bastante triste pois este tipo de livros é colocado à disposição de todos em versão digital noutros países. Não sei se terá sido esquecimento, ou será propositado. Naturalmente que se puder ver o livro, ficar-lhe-ia eternamente grato.

      O Cearte já conheço, pois na minha procura de informações deparei-me com ele, mas fica muito longe de Braga. Espero que esteja a aproveitar muito bem a formação, e que absorva toda a informação possível.

      Um grande abraço e muito obrigado pela sua partilha🙂

      • Carlos Alberto Abreu diz:

        Bom dia Ricardo
        Encontrei o livro em Lx por 45€ aqui:http://www.alfarrabistaavelarmachado.com.pt/pt/livraria/go/ciencias-tecnologia-trabalhos-de-carpintaria-civil
        É a 8ª edição. O livro que me emprestaram é a 6ª edição, portanto a que está à venda deve ter desenvolvimentos e melhorias à edição que eu ando a ler.
        Quanto à possibilidade de ver, e dispor, do exemplar que eu tenho comigo, é sempre possível. O Ricardo não vem a Lisboa entretanto?
        Abraço

        • Muito obrigado pela sua ajuda Carlos.

          Por acaso gostaria de passar por Lisboa brevemente, mas tenho algum trabalho por acabar aqui e não sei quando será possível. Estou a juntar pequenas tarefas para realizar em Lisboa e quando tiver em número suficiente irei passar um fim de semana. Prometo que quando for a Lisboa aviso-o com antecedência e podemos combinar um café e dava uma vista de olhos ao livro. Se for o caso, até me animava a comprá-lo, para que depois outras pessoas por aqui o pudessem consultar. Quero no entanto passar na biblioteca de Braga, pois de certeza que encontro uma cópia por lá.

          Entretanto soube de umas iniciativas perto de Lisboa que vou colocar no Blogue. Vou tentar ir, e quem sabe, não se anima e aparecemos bastantes?

          Um grande abraço e o meu muito obrigado novamente🙂

  5. João Pereira diz:

    Caro Ricardo,

    O país está mal mas acho que daqui a vinte anos vamos falar sobre estes dias aos nossos filhos ou netos como os nossos avôs falavam dos anos 40 e 50, acho que os que sobreviverem sem ter que emigrar são heróis.
    Segue o sonho, porque quando o homem sonha o mundo pula e avança. Tenho a certeza que terás sucesso, conheço uma loja que vende materiais para trabalhos manuais e dá workshops, trabalhar o vidro, pintar tecido, pintar madeira, pintar cerâmica, etc., porque não trabalhar madeira? Estes workshops são gratuitos porque os alunos compram material na própria loja, agora imagina tu a dares aulas de samblagem e os alunos a comprarem umas ripas de faia ou mogno. Imagina pequenos projectos como caixas por exemplo.
    Acho bem possível ganhar dinheiro com a madeira, quer com um anúncio no OLX, quer a vender em feiras de artesanato ou a lojas. Caixas, porta velas, brinquedos, reparação de mobiliário, tudo é possível, sinceramente não percebo porque ainda não arriscaste mais para juntares o útil ao agradável.
    Pena não receberes um euro por visita senão estavas rico, mas recebeste 50.000 abraços de quem te quer ver bem.

    Um sincero abraço,
    João Pereira

    • Grande João🙂

      Pois, adorava receber esses euritos hehehehehehe. Que ricas ferramentas!

      Cada vez me animo mais a isso, acredita? Coisas simples para o Natal, aniversários, quem sabe? Realmente é mesmo bom quando pessoas como o João me dão ânimos🙂 Começo realmente a acreditar que posso.

      Para já estou a fazer uma réplica de uma espada Romana, um Gládio que me encomendaram. Se o cliente gostar, tomo a decisão de avançar a todo o vapor, prometo! Também tenho uma surpresa para anunciar por cá, mas isso é segredo😉

      Muitíssimo obrigado João, por todo o ânimo e esperanças que me dá, apesar de não nos conhecermos. Espero poder conhecê-lo muito brevemente e partilhar um pouco da esperança que me transmite.

      Um enorme abraço deste seu amigo Ricardo.

  6. Francisco Fraústo diz:

    Obrigado eu! Aprendi muito aqui!!
    Como o procuro no facebook?

  7. Marco Lucas diz:

    Texto muito sincero e tocante. Penso que todos mais ou menos temos sempre que começar de novo. E essa sinceridade que pões na maneira como te expressas vai levar-te longe acredito. Estou a pensar em começar a trabalhar a madeira, para treinara a minha falta de prática em trabalhos manuáis e gostaria de ganhar essa confiânça que tu já vais sentindo para fazer futuramente uma casinha de madeira ou outros trabalhos em que seja preciso criatividade e manualidade. Espero conseguir! Não tenho mais nada a dizer, a não ser que passarei a seguir pontualmente o teu blog para tirar dúvidas. Um forte abraço e que possas estar bem, sempre!

    • Muito obrigado Marco🙂

      Espero que possa treinar e começar a fazer muitas coisas com madeira. Não importa se pequenas ou grandes, fáceis ou complicadas. Há que começar por algum lado e não deixar que os erros de principiante nos deitem abaixo. É um mundo maravilhoso que nos faz sentir mais vivos e nos aumenta a confiança. Dá-nos uma razão para trabalhar e, por parvo que possa parecer, nos dá muita paz interior. Qualquer coisa, por favor esteja à vontade para dizer. Gosto de ajudar naquilo que posso, mesmo que seja à distância.

      Um grande abraço e muita força!

  8. Marco Lucas diz:

    Muito obrigado pela disponibilidade. Decerto que lhe pedirei conselhos em relação á trabalhos práticos. Pois é aí que tenho mais dificuldades. Entretanto e como primeiro passo já comprei o livro da editorial estampa “a carpintaria”.Parece-me muito bom! Por agora tenho tido algum trabalho (graças a Deus!), mas logo que venham tempos mais parados (que vêm sempre, e são precisos!) logo me inspiro para fazer quelquer coisa útil e prática. penso que vou mesmo começar por um cavalete. E a partir dai espero ter tempo e oportunidade para cristalizar algo maior e mais belo.
    Um grande forte abraço e muito ânimo!

  9. Encontrei o teu blogue hoje, amigo. Tens que atualiza-lo brevemente. Mostra o mundo as coisas que tens feito pelos Warriors. Enquanto a primeira parte do post, tens um amigo em Perelhal e mais em Gondizalves! Também passei por um momento assim quase igual a ti, e encontrei o melhor amigo de sempre. Deves saber quem é…pois, disto já falamos. Em fim gostei do blogue e quero ver mais. Parabéns!

    • Muito obrigado Michael. Melhor que ninguém sabes que podemos estar rodeados de pessoas e muito bons amigos, mas somos sempre acompanhados por aquele sentimento de solidão por estarmos longe da nossa terra natal e da nossa família.
      Convosco encontrei um sentimento de amizade e união que não sentia desde os meus tempos de Cruz Vermelha. O espírito de corpo, de união de amor à camisola e sentimento de família que vejo em vós dá-me forças para continuar a trabalhar cada vez mais e melhor.

      Obrigado pela tua amizade e força. God bless you!

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