Mesa para a tupia

Mais um trabalho que chegou ao fim. Este não deixa saudades. O trabalho em si era básico, demasiado básico. Vigilante num estaleiro de obras cá em Braga para a futura loja da Primark no Braga Parque. Mais do que Vigilante era Apontador, mas pronto. O salário uma miséria, os colegas… bem, só a um podia considerar colega, a empresa para a que trabalhava, pior. Fica a experiência de ter podido conviver com Carpinteiros e Marceneiros profissionais que me ensinaram algumas coisas. E três amigos novos. Um Espanhol e dois Guineenses. Portugueses? Nã… Ando a ficar esquisito com a idade, sei lá.

Mal acabou pude voltar com forças redobradas para a minha garagem e recomecei o trabalho. Dei uns toques no móvel da Clara, que está quase pronto e recomecei a trabalhar na mesa de corte e na mesa da tupia.

A base está pronta mas o tampo é provisório. Estou a aproveitar os restos do móvel, mas fiquei sem aglomerado para o tampo, pelo que colei três placas, ajustei-as e por enquanto serve. Faltava-me no entanto um sistema para prender a tupia ao tampo. Pesquisei durante algum tempo e finalmente, através de um Carpinteiro no Facebook fez-se a luz.

O génio por trás desta simples engenhoca chama-se Enrique Kovacevic, mais conhecido pelo Carpintero del pueblo. O Enrique é Argentino e faz vários tipos de peças, mas é especialista em brinquedos de madeira e mobiliário para crianças.

O meu modelo é mais simples, mas baseia-se no modelo do Enrique, pelo que deixo aqui o meu agradecimento e devido reconhecimento.

Primeiro passo cortar uma pequena tábua de aglomerado.

A seguir, retirei a placa de protecção da base da tupia e desenhei-a no aglomerado.

Com o berbequim no suporte de coluna fiz uma série de furos no interior, para ser mais fácil de cortar.

Para não variar, enganei-me e comecei a furar onde não devia. Também não fez mal, serviu para praticar. Com a serra de recortes retirei o interior.

Para corrigir erros e deixar o interior bem justo usei primeiro a grosa de meia cana.

A seguir usei papel de lixa de 40 e depois 60. Acho que não havia necessidade, mas apeteceu-me. Depois de tanto tempo fora da garagem, estava a sentir-me bem. Este pequeno truque de enrolar o papel de lixa na vara aprendi no Foro de Carpintería.

Após várias correcções consegui um ajuste quase perfeito.

Virei o tampo, coloquei no sitio pretendido e fixei a placa de fixação. Fiz um furo no tampo para marcar o centro.

Para manter a tupia fixa no sitio quando virar o tampo, cortei pequenos pedaços de madeira que aparafusei. Esta maneira permite-me retira a tupia e utiliza-la manualmente.

Coloquei o tampo para cima novamente e alarguei o orifício para que as várias fresas possam passar sem problemas.

Coloquei uma fresa e fiz a primeira experiência numa tábua. Como correu bem, tentei um projecto antigo que tinha guardado.

Uma moldura. Agora tenho de comprar a madeira para o tampo, fazer as dobradiças em madeira, as ranhuras guia, a barreira e outros acabamentos. Mas isso fica para depois.

 

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20 respostas a Mesa para a tupia

  1. José Mota diz:

    Boa-Tarde! Espero que encontre um novo trabalho o mais depressa possível,.As coisas estão um bocado cinzentas, mas haja esperança… Em relação à matéria prima que necessita, o Leroy Merlin, aqui na região do Porto (desconheço os outros) têm uns painéis de madeira lamelada maçiça, de pinho, com cerca de 2 metros x 0,50 x,018, a cerca de 10 euros e pico. Tenho usado essa madeira e não me posso queixar. Se algum dia optar por adquirir este tipo de material, recomendo-lhe que pegue em cada um dos painéis e lhe ponha os olhos de perfil, porque alguns estão um pouquito abaulados.

    Os meus cumprimentos, e pensamento positivo!

    • Boa tarde José.

      Muito obrigado pelas simpáticas palavras🙂 . Apesar de estar novamente desempregado tenho a esperança de em breve conseguir outro trabalho. Não sou esquisito e sei fazer um pouco de tudo. Mas como em tudo, quando se fecha uma porta, abre-se uma janela e tenho agora a oportunidade de por em dia os meus trabalhos em madeira.

      Obrigado pela informação dos painéis. Ontem estive no MaxMat aqui de Braga e encontrei uns painéis de pinho com 1200x800x16mm a 14,90€ e estava a pensar comprar um. Mas tem razão, é preciso ver um a um até encontrar o certo.

      À muito tempo que quero ir dar um passeio ao Leroy Merlin do Porto para ver o que existe. Quem sabe não é desta que vou lá. Um forte abraço.

  2. José Mota diz:

    Ah! Esqueci-me de lhe recomendar uma peça de ferramenta para unir, por exemplo, as molduras que acaba de construir: Kit Undercover Jig, da Wolfcraft.
    http://www.wolfcraft.de/workarea/supplier/sWolfcraft/documents/Leaflets/Hauptkatalog_2010_pt.pdf

    • He he he… Adoro os produtos da Wolfcraft. Tenho várias geringonças deles. Se reparar, durante uns tempos estive apaixonado pela mesa para a serra circular e para a tupia. Decidi no entanto tentar construir as minhas mesas. Achei que não só pouparia algum dinheiro como conseguiria praticar técnicas básicas mas essenciais nos trabalhos de madeira.

      Esta em particular passou-me ao lado… Devo estar a ficar velho😦 . Conhecia a Kreg – http://www.kregtool.com/ e estava a juntar os trocos para a encomendar. Mas com esta vou poupar uns trocos valentes. Fico-lhe a dever uma😉

  3. José Mota diz:

    Ora bem, lá venho eu outra vez (parece que estou a fazer promoção comercial…). Entendo que nestas coisas tem de haver espírito de entreajuda, porque a malta não faz do “woodworking” o seu ganha pão, logo não conhece todos os cantos à casa. É só para lhe dizer que, em Vila do Conde, no Parque Nassica, abriu aqui há pouco tempo uma nova superfície comercial, O BRICOR que, à data da abertura, noticiava preços muito em conta, melhores do que mesmo o Leroy Merlin para o produto que lhe referenciei. Para mim, é um pouco longe, são para aí, 50 quilómetros ir e vir, mas, para si, acho que é assim a modos que a meio caminho…
    http://www.bricor.pt/

    • Olá José.

      Desculpe não ter respondido mais cedo, mas de vez em quando atrapalho-me com os Mails😉
      Como lhe disse, quero muito conhecer o Leroy Merlin e é claro, esta nova loja, Bricor. Talvez agora em Novembro surja a oportunidade para uma ida ao Porto, com calma e tempo para ver o muito material que estas lojas tem. A minha mulher quer ir ao Ikea, quem sabe não a deixo por lá e vou às escondidas ao Leroy? Se lhe ficar mais perto até o convido para uma cerveja e podemos trocar ideias.

      Um abraço.

  4. Buen trabajo Ricardo, yo hice una mesa parecida que me ha sido muy útil para hacer muchos metros de molduras, además es barata. JAJAJAJA!!

  5. Garcia diz:

    Olá Ricardo,
    Acho as matérias do seu blog bastante interessante. Resido no Brasil.
    Tenho interesse por marcenaria em decorrência do meu avô, que era um mestre nessa arte.
    Eu, infelizmente, só sei apreciar. Mas tenho vontade de aprender. Ainda quero construir o meu próprio oratório (sou praticante do budismo).
    Bom, achei interessante esta sua frase: “. Portugueses? Nã… Ando a ficar esquisito com a idade, sei lá.”
    Fiquei imaginando se os portugueses não são bons marceneiros, ou esta frase teve outro sentido?
    Um abraço
    Garcia.

    • Boa noite Garcia.

      Os Portugueses são óptimos Carpinteiros e Marceneiros. Não é por ser meio Português, mas considero os Portugueses dos melhores artistas em trabalhos de madeira. No entanto tem um grande problema; são muito fechados no que diz respeito a partilhar os seus conhecimentos. Esta arte está em vias de desaparecer por cá. Restam poucos Mestres e Artesãos. Cada vez mais é tudo feito com maquinas. Esses poucos que restam estão sempre a queixar-se que ninguém quer aprender, que os jovens não se interessam, mas quando pessoas como eu tentam aprender, fecham-se. Percebo que sou amador, um aprendiz autodidacta, mas pelos grupos da Internet a que pertenço, vejo que lá por fora estão todos interessados em ensinar e partilhar experiências. Aqui isso não acontece.

      Tenho amizade com vários Mestres e Amadores Brasileiros, Argentinos, Espanhóis, Russos e Norte-Americanos. Considero-os os meus Mestres, pois respondem às minhas perguntas e tem paciência para me aturar. Avaliam os meus trabalhos, tentam identificar os meus erros, ensinam-me novas técnicas, etc. Os meus amigos virtuais Portugueses são muito poucos e são amadores como eu. Aprendo muito com eles, mas…
      Espero que isto mude um dia.

      Gostei de saber que o seu Avô era Marceneiro. E Você é Budista? Acho que daria um óptimo Carpinteiro ou Marceneiro. Não só pela genética, mas porque a sua filosofia de vida tem tudo a ver com esta arte. Por curiosidade vou procurar imagens de oratórios Budistas.

      Obrigado pela sua visita e pelas suas simpáticas palavras. Um grande abraço.

      Ricardo

  6. Garcia diz:

    Olá Ricardo,

    Eu que lhe agradeço pela atenção. Meus avós maternos são portugueses, acho que tem razão quanto ao estranhamento.
    Bom! Quanto aos objetos feito de madeira , no Brasil também na sua maioria são provenientes de indústrias. E é difícil encontrar um bom profissional marceneiro (como o meu finado avô). No link abaixo alguns oratórios.
    http://www.oratoriogirassol.com.br/departamento.php?categoria=2&comando=1

    Um abraço
    Garcia.

    • Boa noite Garcia.

      Obrigado pelo link. Estive a ver as imagens dos Oratórios e fiquei apaixonado por um ou dois embora não seja Budista. Na verdade sou Ateu, mas estudo um pouco das várias religiões e filosofias do mundo.

      Sei que estou a ser ingénuo, e por isso peço as minhas desculpas, mas gostaria de lhe fazer uma pergunta. Pelas descrições os Oratórios, existe um espaço onde se colocará algo que tem um especial significado. As palavras que encontro são “Gohonzon” e “Tokubetsu”. Por tanto, o espaço central do Oratório será ocupado pelo “Gohonzon”, certo? O pergaminho tem uma medida certa, ou seja, o Oratório deve respeitar alguma dimensão? O nome do Oratório é “Butsudan”?

      Desculpe estar a fazer estas perguntas, mas gosto de aprender, e quem sabe um dia, quando dominar melhor a arte, não faça um.
      Um abraço e obrigado.

      Ricardo.

  7. Luis Eduardo Da Cunha Souza diz:

    adorei seu projeto e vou copiar ,pois tenho uma tupia rp2301fc da maquita e algumas fresas , mas ela na mesa de suporte e melhor para passar otempo ,abraços amigo

    • Obrigado Luis.

      Fico contente que tenha achado a ideia útil. Realmente melhora bastante a qualidade dos trabalhos e facilita todo o processo. Verá que conforme estiver a fazer a mesa vai encontrar muitas maneiras de a melhorar e personalizar. Um óptimo trabalho e um abraço amigo para si também🙂

  8. Francisco Fraústo diz:

    Bom dia.
    Estive a ver o seu guia de como prender a tupia invertida no tampo de uma mesa. Eu estou a pensar fazer essa operação, mas gostava de esclarecer uma coisa: o tampo que usou é em contraplacado? Não seria melhor numa madeira mais resistente?
    Eu também gosto muito de carpintaria. Neste momento estou a construir uma guitarra eléctrica e está-me a dar um gozo bestial!
    Cumprimentos.

    • Boa tarde Francisco.

      Não usei contraplacado, usei aglomerado com revestimento. Escolhi este material porque tinha bastante de sobra e tinha-me sido oferecido. Por outro lado, depois de pesquisar bastante na Internet cheguei à conclusão que era mesmo o melhor material para utilizar por várias razões:

      – Basta cortar à medida que desejar e tem a peça (o tampo) terminado. Não precisa lixar nem aplicar acabamento. Se quiser pode colocar fita nas laterais para ficar mais bonito ou funcional, se não quiser, desde que o corte seja limpo, fica terminado.

      – O revestimento garante-lhe uma superfície virtualmente direita, sem ondulações. Além disso, o revestimento permite que as peças de madeira que for trabalhar deslizem sem problemas. O pó e a serradura não fica entranhado e é de fácil e rápida limpeza.

      – Dependendo da grossura do aglomerado terá maior ou menor resistência e rigidez. A placa que usei é de 19mm, pelo que mantém a sua rigidez, mesmo com pesos muito grandes. Poderá não acreditar, mas subi para cima da mesa (sem a tupia instalada) e não houve practicamente arqueamento. E sou MUITO GORDO (106 quilos)!

      – Se o aglomerado for de boa qualidade, pode ser trabalhado facilmente, sem comprometer a rigidez. Pode cortar, rebaixar, inclusive talhar para colocar vários acrescentos.

      – Pode escolher a cor que quiser. A melhor é a cor branca, pois torna o tampo mais claro, melhora o trabalho visual e pode usar o tampo como bloco de notas, usando uma caneta fina igual às usadas nos quadros😉.

      Deve ter atenção ao seguinte: O aglomerado é constituído de partículas de madeira de vários calibres. Se usar aglomerado de boa qualidade, o calibre dessas partículas é uniforme. As partículas são unidas através de uma cola que é bastante agressiva para as serras. Outro problema é o revestimento, que quebra muito facilmente se não usar uma serra própria. Resumindo, para trabalhar este material deve ter atenção à serra que usar e à lâmina. Deve ter mais dentes que para trabalhar a madeira normal e existem uma série de truques para evitar que o revestimento se quebre.

      É claro que se quiser usar madeira pode usar. Deve ter atenção e escolher uma madeira mais dura, com um grossor adequado. Se tiver alguma serração perto de si, é sempre melhor do que ir a uma grande superfície pois poderá ter mais escolha e alguém o ajudará na escolha da madeira mais adequada. Podem ainda cortar a peça à medida, o que ajuda bastante. Tem que ter a certeza que a superfície está direita, pois senão terá de usar uma garlopa ou uma plaina para a acertar, o que é bastante trabalhoso. Depois terá de escolher o acabamento, que terá de ser bastante resistente.

      Se precisar de ajuda, ou se puder ajudar nalguma coisa, por favor diga, pois terei todo o gosto em dar-lhe as informações que tenho. Se desejar, posso enviar-lhe alguns desenhos e artigos em PDF para o mail.

      Um grande abraço.

      • Francisco Fraústo diz:

        Obrigado pela resposta, Ricardo! Agradeço imenso a sua atenção.

        Eu tenho dúvidas no seguinte: a tupia para ficar invertida, vai ser presa (aparafusada???) a um pequeno tampo, e esse tampo vai ficar preso no tampo da nesa, certo? Como é que fixou o tampo com a tupia ao tampo da mesa?

        Eu nem sei se vou fazer, mas é bom saber!

        1 abraço e gracias!!!

  9. Boa tarde Francisco

    Tem várias opções para prender a tupia ao tampo da mesa. A primeira coisa que vai ter de pensar é se a tupia vai ficar sempre presa ao tampo ou se também vai necessitar trabalhar à mão com ela. Se decidir que vai permanecer estacionária pode colocá-la de maneira mais permanente, fixa. Caso contrário, precisa de encontrar um sistema que lhe permita retirar a tupia sem grande trabalho, usar à mão e depois recolocá-la na mesa.

    Se reparar, optei pelo segundo sistema. Como algumas peças não podem ser trabalhadas na mesa, retiro-a do suporte facilmente. Apenas tenho de retirar os parafusos dos rectângulos de madeira que suportam a tupia à estrutura e ela sai. No entanto, se quiser que ela fique fixa pode aparafusa-la ao tampo.

    Deve ter em atenção o seguinte:

    – Qual o grossor do tampo que vai usar? A fresa da tupia “desce” um X. Se aparafusar a tupia e o tampo for muito grosso, pode que a fresa não desça suficientemente para efectuar o trabalho que quer. Ou seja, pode ter que fazer um rebaixamento na madeira para que a base da tupia fique aprofundada na madeira e as fresas possam descer e trabalhar a peça que deseja na profundidade desejada. Eu cometi esse erro e tive que refazer o tampo.

    – Se quiser aparafusar a tupia, deve primeiro retirar a placa de protecção da base. Deve procurar parafusos de igual diâmetro aos que seguram a protecção numa loja e usar esses orifícios para prender a tupia ao tampo. Evite fazer novos buracos na base da tupia para a fixar ao tampo.

    – Se tiver dinheiro, pode sempre mandar vir de Inglaterra, Alemanha ou Estados Unidos umas placas próprias para fixar a tupia. Tem de todos os preços e feitios.

    – Dê uma vista de olhos no site Instructables: http://www.instructables.com/ Vai encontrar inúmeras adaptações para a tupia e não só.

    – O site “Start Woodworking” apresenta-lhe uma mesa bastante simples e funcional: http://www.startwoodworking.com/post/how-build-simple-router-table

    Na minha opinião Francisco, aconselho-o a optar por um sistema de por e tirar, pois acaba sempre por ter de trabalhar peças à mão. Depois vai encontrar outros pontos a refinar, como o de ajustar a altura das fresas… Mas isso fica para outra altura😉

    Um grande abraço Francisco.

    • Francisco Fraústo diz:

      Muito obrigado! Em princípio, se avançar com esta ideia, irei fazer o proceso de por e tirar. mas eu nem sei que tipo de madeira tem a mesa que vou usar para trabalhar e nem a grossura. Era uma mesa onde o meu sobrinho fazia os trabalhos da escola, onde pintava e desenhava. É uma mesa baixinha, mas eu vou estar sentado num banco baixo e fico bem assim. Já simulei.

      Obrigado uma vez mais!

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