Serras de mesa de ultima geração. Safety first.

Tendo um passado ligado à emergência médica e à segurança no trabalho, dou bastante valor à minha própria segurança quando trabalho em casa. Das primeiras coisas que comprei para a oficina foram os equipamentos de protecção individual (EPI’S). Tenho um bom par de luvas, óculos de protecção abertos e fechados, máscaras de protecção para poeiras e vapores e protectores auriculares. Também tenho o meu capacete e botas de trabalho, mas são de outras guerras.

O kit de Primeiros Socorros deve ter sido a primeira coisas que coloquei antes de começar a trabalhar. Apesar de todo o cuidado, nunca sabemos o que pode acontecer. Tenho o básico para pequenos cortes e arranhões, pequenas hemorragias e pequenas queimaduras. Tenho depois uma bolsa onde coloquei material para um caso mais sério; compressas de trauma, kit para amputações, etc. Espero nunca ter de usar, mas sinto-me mais seguro ao saber que está tudo preparado.

Tenho uma manta anti fogo e um extintor pequeno de pó químico. Quero comprar um extintor maior, mas por enquanto este serve. Coloquei também um pequeno alarme de detecção de incêndios alimentado com uma pilha de 9 Volts. Por causa dos panos que utilizo nas pinturas, diluentes e outros químicos, tenho uma lata grande de metal com tampa onde os vou depositando. O excesso de madeira que vou produzindo tento não acumular na garagem. Tanto a serradura, como aparas e outros pedaços junto numa outra lata grande e depois entrego aos Senhores do lixo. Basicamente, tento reduzir ao máximo a já de por si grande carga térmica para o caso de um eventual incêndio.

Mas toda esta conversa por causa da segurança tem uma razão.

Como sabem estou a melhorar a minha serra de mesa artesanal com uma guarda para a lâmina e uma peça para evitar o “Kick-back” da madeira. Para isso pesquisei bastante na Internet, à procura de um desenho que me agradasse e de uma maneira eficaz e segura de colocar ambas as peças. Durante essa pesquisa, encontrei dois sistemas de segurança inovadores que me agradaram bastante. Um deles já está a ser comercializado com bastante sucesso nos Estados Unidos, o outro é ainda um protótipo.

De acordo com informações existentes para os Estados Unidos, as serras de mesa são responsáveis por um grande numero de acidentes em trabalhos com madeiras, seja a nível profissional como amador. Estima-se que por lá haja um acidente com serras de mesa a cada seis minutos. Por isso, muitas pessoas tem vindo a dedicar algum tempo a tentar melhorar a segurança destas ferramentas. Nos Estados Unidos, conseguiram isso mesmo. Com recurso à electricidade e à natural condutividade do corpo humano, desenvolveram dois sistemas que melhoraram dramaticamente a segurança durante as operações destes equipamentos.

Vamos conhecer primeiro a serra “SawStop“.

O inventor deste sistema de segurança não só criou um sistema inovador para parar a lâmina da serra de mesa como criou a sua própria linha de serras. O que interessa é a maneira como se consegue esta proeza. Quem olhar para a serra não se apercebe das diferenças. O “coração” deste sistema está no interior da mesa. Um circuito electrónico faz passar um pequeno sinal eléctrico continuamente pela lâmina da serra e monitoriza-o. Se a pele tocar na lâmina, este sinal muda devido à condutividade do corpo humano. Esta mudança no sinal activa então o sistema de segurança.

Um bloco de alumínio de alta resistência funciona como um travão para parar a lâmina. Esta pára em questão de milissegundos depois de detectar o contacto. Por incrível que pareça, é tudo mais rápido que o accionamento de um airbag. A força Centrípeta da lâmina faz com que a lâmina seja recolhida para dentro da mesa, de maneira a evitar outros perigos e a corrente é automaticamente cortada.

Para colocar novamente a serra em condições de trabalho é necessário uma nova lâmina e um novo sistema de travagem. De acordo com o fabricante, o utilizador pode efectuar esta operação em cinco minutos.

O seguinte sistema é ainda um protótipo. Chama-se “Whirlwind“.

O princípio teórico é basicamente o mesmo. Usar a electricidade e a condutividade do corpo para detectar a presença dos dedos e parar a serra o mais depressa possível. A diferença entre os dois é que a SawStop faz passar a electricidade na lâmina e a Whirlwind aplica-a na guarda da lâmina.

A Whirlwind ainda não divulgou como faz parar a lâmina, mas afirma e mostra em vídeo que consegue fazê-la parar em 125 milissegundos! Não só é impressionante, como o método não é destrutivo, podendo a serra ser usada novamente quase de seguida. De acordo com o inventor, este sistema pode ser adaptado a qualquer serra comercializada, pois o sistema de detecção está integrado na guarda da lâmina.

Desta maneira só se substitui a guarda de origem pela Whirlwind. Mas e o sistema de paragem da lâmina? Infelizmente nem uma palavra sobre isso.

Visitem os sites e conheçam estas maravilhas. Não só salvam dedos, como salvam salsichas*.  O ideal seria que TODAS as serras tivessem, não só um, mas ambos os sistemas. Mas isso é sonhar demasiado alto, certo?

* – Para perceberem tem de ver os vídeos nos respectivos sites😉

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