Continuação da estante e outros trabalhos

Realmente, não consigo postar com a frequência que gostaria, mas continuo a trabalhar. Infelizmente estou num impasse em relação ao móvel. Com a madeira cortada chegou o momento de unir as peças para dar forma ao móvel, mas está-me a custar bastante encontrar a melhor maneira de fazer as uniões.

O meu problema é o material. Se fosse madeira maciça acho que teria a vida bem mais facilitada pois poderia usar, por exemplo, sambladuras com espiga múltipla,

ou a mais usual (e esteticamente mais apelativa) sambladura de rabo de andorinha.

Mas como é aglomerado, não posso usar nenhuma destas técnicas. Como tenho bastantes sobras tenho-me dedicado a fazer experiências para tentar encontrar qual a melhor. Eis o resultado até agora.

Para começar, deixem-me formular o problema:

Eis novamente a estante. Tenho de encontrar uma maneira de fazer as juntas entre as prateleiras e a tábuas verticais.

Este é o sistema que tinha pensado para fazer as juntas. Após cortar as prateleiras, usar a tupia para rebaixar as extremidades de maneira que as tábuas verticais tenham mais área para a colagem.

E assim fiz. Com a tupia, e depois de inumeráveis ajustes fiz o corte, passando várias vezes para não estragar o laminado do topo e para não forçar o motor ou a fresa.

Passo seguinte, unir as duas com cola de madeira, fixar com grampos e aguardar.

Passadas 24 horas retirei os grampos e a cola tinha feito o seu trabalho. As madeiras estavam coladas. Mas… mas como é aglomerado a cola é absorvida para o interior e a junção não fica suficientemente forte. Cola, mas basta um pequeno puxão com pouca força para que as tábuas se separem.

Como diria o Chef Ramsay “Not good enough”.

Fiz várias experiências com este método. Deixei a cola repousar para que o aglomerado a absorvesse e depois voltei a por mais, usei várias quantidades diferentes, diferentes pesos para ajudar as madeiras a aderirem, diferentes tempos mas nada resultou. Não existe aderência suficiente.

Lembrei-me então de usar cravos para fazer estas junções.

Os cravos permitem uma união estável entre duas peças de madeira, podendo ou não ser usados com cola para maior rigidez.

Poderei usar os cravos de duas maneiras; Encrave cego, em que não se vê o topo do cravo, ou seja, fica invisível,

ou então, encrave não cego, em que se pode ver o topo do cravo numa das madeiras.

Qual destes usar? Acho que vou optar pelo encrave não cego, pois as prateleiras só tem 1,9 cm de grossura e usar menos não daria a estabilidade necessária. Mas…

Continuo com a ideia original do entalhe nas prateleiras,

ou pura e simplesmente uso uma “butt joint” (junta simples)????????

Se usar a “Butt joint” terei de refazer os cálculos para a altura das prateleiras, pois estão dimensionadas para entrarem no entalhe. E isso implica cortar novas placas de apoio e suporte para a tábua de fundo.

Aceito ideias e sugestões, por favor. Entretanto vou comprar os cravos e continuar a fazer as experiências para garantir umas boas uniões.

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

4 respostas a Continuação da estante e outros trabalhos

  1. José Lemos diz:

    Ola caro amigo.
    Parabens pelos trabalhos, não sabia que agora te dedicavas a trbalhos manuais. Muito bem!!!
    Quanto ao teu dilema, é minha opinião que não deves partir para o entalhe, dada a espessura e tipo de material utilizado, não será a melhor opção. Ao efectuar o entalhe vais “esmilhar” o aglomerado e vai perder consistência, uma vez que lhe vais retirar uma das folhas de protecção. Em minha opinião podes utilizar os cravos tal como exemplificado na primeira imagem que apresentas em relação aos cravos, em que a tábua vertical será perfurada no topo e as horizontais por baixo ou por cima, conforme o caso. a perfuração nas horizontais deverá atingir 2/3 da espessura do material, enquanto nas verticais poderá ir até aos 2cm. Ter em atenção ao diametro do furo para o cravo. Este tambem não deverá ultrapassar os 2/3 de espessura do material.
    Ao utilizar este método, e para melhor consistência, deves utilizar um pouco de cola nos topos aquando da montagem das prateleiras. Assim ficará mais consistente.
    Quanto às costas, para um melhor acabamento, aí sim seria um entalhe de 2mm, era suficiente, em que as prateleiras iriam entrar nesse mesmo entalhe e poderias utilizar aí tambem o metodo dos cravos. Estes poderiam ser não cegos e ser aplicados pelas costas do móvel, uma vez que ficaria escondido. Tens um pequeno senão!!! ao efectuares o entalhe caso não tenhas equipamento especifico para o corte do laminado, este vai esmilhar e ficar com um acabamento nãu muito bonito, portanto caso isto se verifique seria preferivel aplicares as prateleiras nas costas (encosto e utilizares os cravos para melhor sustentabilidade e não tens problemas em aplicar ums parafusos em vários locais. ter em atenção para não esmilhar o material.

    Espero ter ajudado.
    Abraço.
    J. Lemos

    • Zé:

      Como sempre, sabia que podia contar com a tua opinião. Realmente já tinha chegado à conclusão de usar a junta simples com os cravos. Estou neste momento a fazer mais experiências sobre a aplicação da cola e dos cravos. Como o aglomerado tem 1,9 cm, decidi usar os cravos com 8 ou 10 milímetros, mas com ranhuras, para poder usar cola não só nas pontas mas também ao longo dos cravos.

      Em relação às costas do móvel, não vou fazer o entalhe. Realmente foi esse o meu primeiro pensamento. Usar a tupia para o efeito. Tinha que construir uma “jig”, ou seja, uma ajuda para a tupia, tipo um molde… Ainda fiz vários cortes com a tupia para perceber se esmilhava a folha, mas a altas rotações a fresa deixa um corte quase perfeito. Sinceramente, não estava à espera. Fica com muito melhor aspeto a folha com a tupia que com a serra circular (tudo bem que a minha lâmina é só de 24 dentes e não é a mais acertada para o aglomerado, mas mesmo assim ficou muito bem).

      Não sei se consegues ver nas imagens, mas as prateleiras vão fixas às costas com os cravos. Mas para aumentar a sustentação vou colocar mais uma tábua da mesma dimensão, só que previamente cortada e dimensionada às prateleiras. Quando estiver acabada, vai parecer uma tábua apenas e que as prateleiras estão fixas por um entalhe. Mas não. Não sei se me consigo explicar.

      Obrigadão e um grande abraço.

  2. José Lemos diz:

    Olá Ricardo.

    Agora que falas, reparei melhor na imagem e a opção que tomaste é uma boa ideia para ires de encontro a um melhor acabamento e dar a ideia do entalhe, provocando tambem uma maior estabilidade.

    Quero ver depois a imagem do movel terminado.
    Abraço

    J. Lemos

  3. Paulo Roberto Birkhan diz:

    Olá, uito prazer em encontrar u colega ¨desocupado¨rsrsrs. Eu uso a Gorila Glue, importada,mas muito boa, penso que no aglomerado seja bem eficiente.
    Abraços !

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s