Furadora vertical experimental 4

Quase acabei o projecto da furadora vertical. Até lhe dei um nome mais pomposo: Prototipo Toupeira… Tolices minhas.

Não conseguia fazer um sistema para subir e descer o berbequim. Andava ás voltas no papel e nada. Fui para a garagem e agarrei-me ás ferramentas e comecei a experimentar. Umas quantas tentativas e de repente eureka!

Em vez de complicar o sistema com soluções complicadas, optei por um mecanismo estupidamente simples mas eficaz. Ontem tinha estado a ver um programa de submarinos na televisão. À frente da furadora veio-me a imagem dos periscópios nos submarinos. Lembrei-me como os via a utilizar os dois manípulos que controlam o periscópio. Só que em vez de os utilizar num eixo horizontal, iria utiliza-los num eixo vertical.

E voila!

Até acaba por servir um duplo propósito; para descer o berbequim tenho de utilizar as duas mãos, impedindo desta maneira deixar algum dedo no caminho da broca. Já todos sabemos que sou meio… despistado.

Para já o berbequim está seguro com braçadeiras de plástico pois era o único que tinha por casa, mas depois serão substituídas por braçadeiras de velcro. Falta ainda o sistema que vai manter o berbequim em cima, ou seja, qualquer coisa que faça a tábua de suporte do berbequim estar sempre em cima e eu tenha que exercer uma força descendente para que ele se desloque para baixo. Depois basta aliviar a força e o berbequim subirá outra vez para cima.

Para esse efeito estou a pensar usar elásticos do género que se usam para segurar as bagagens.

Engraçado que em Espanha chamamos a estas coisas “pulpos”, ou seja, polvo.

Entretanto surgiu um problema (mais outro).  Como já referi, toda a madeira usada neste projecto são restos. A bem dizer, nem sequer madeira a sério é. É aglomerado, ou melhor, uma mistura de aglomerado e OSB (madeira reconstruida). E ainda por cima da baratinha.

Aqui está uma aproximação da base e sistema de aperto para o berbequim. Embora tenha deixado espaço suficiente para passar o parafuso de aperto, acho que não foi o suficiente.

Quando fiz o corte no meio de esse espaço o conglomerado começou imediatamente a rachar. Depois de passar o parafuso e o apertar para criar pressão no apoio do berbequim, este começou a desfazer-se. Resultado: agora estar lá ou não não faz diferença. Vou ter de substituir esta peça por uma de madeira sólida.

Vendo pelo lado positivo, também ia fazer outra peça já que esta coloca o berbequim muito próximo dos carris e deixa-me pouco espaço de trabalho se quiser fazer furos em madeiras mais largas.

Por enquanto está (quase) terminado. Faltam os tais elásticos e a peça nova. De resto está. Vou tentar fazer um vídeo para mostrar como funciona. Confesso que já fiz uma tentativa e mesmo assim funciona.

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