A experiência Apple / IBM e o meu caminho

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Mais um trabalho passado, mais uma recordação, mais uma experiência… Não desgostei, mas foi uma experiência algo desgastante e stressante para mim. Era um trabalho deveras interessante e pessoalmente, até diria, fascinante. Mas tinha um elemento que não me deixava aproveitar ao máximo, o ser humano do outro lado do telefone. Talvez se fosse um atendimento ao público directo seria diferente, mas daquela maneira, apenas me estava a deixar frustrado e bastante deprimido. Sempre disse que as pessoas estragam a minha experiência de vida, e ali tive a confirmação. Pessoas arrogantes, idiotas, maldispostas, imbecis e outras coisas mais que não me apetece aqui escrever.

Fiquei de tal maneira mal disposto com aquilo que só agora, uma semana e meia depois é que consigo escrever aqui sobre o assunto. Mas talvez o maior desgosto seja mesmo ter tido que deixar para trás os meus colegas. Estava a conseguir uma relação de amizade e companheirismo fora do normal.

Mas voltar ao serviço de ambulâncias é o melhor deste mundo. Embora não seja a emergência médica que eu tanto amo, o transporte de doentes consegue fazer sentir-me muito, mas mesmo muito realizado. Não só pelo contacto com os doentes, mas por me permitir uma liberdade de acção imensa. A “minha” ambulância, o “meu” caminho, as “minhas” decisões.

Posso colocar em prática muitos dos meus conhecimentos, não só de saúde e emergência, como de gestão, manutenção, programação e implementação de software próprio, resolução de conflitos, mecânica, electricidade, electrónica, construção, e sabe Deus quantas coisas mais.

Para já, tenho mil e uma coisas para fazer; horários e turnos, documentos de serviço, documentos de viaturas, apresentações da empresa para hospitais e companhias de seguros, programação de serviços, arranjos nas ambulâncias e na central, fardamentos, programar formação, etc. Não me chegam as 24 horas do dia. E isto sem contar com os serviços a cumprir. Para já são 5 ambulâncias só… e já estamos à procura de outra, mais a transformação de uma delas.

São 12 a 14 horas de serviço diários, e o salário é o mínimo nacional, mas que querem que faça? Sinto-me feliz outra vez.

E sinto-me feliz porque o meu filho pode voltar a ter orgulho no pai.

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