Consultório para mesoterapia – Parte 2

Finalmente, mais um tempinho para dar conta da 8ª maravilha da engenharia moderna; o consultório de mesoterapia…

Com a estrutura da 2ª parede construída, é altura de colocar o platex para forrar. Pelo menos no platex, as contas foram bem feitas, e saiu tudo na perfeição. Lugar para a porta ficou muito bem.

Forrar a outra parte e toca a erguer as duas paredes.

Com as paredes levantadas e no sítio apercebi-me de mais um erro. Mas desta vez o erro só pode ter sido mesmo meu. Se se olhar com atenção para o chão, e olharmos para as linhas do chão, podemos ver claramente que a parede do consultório não está paralela. Ora isto só pode ter sido causado por uma má medição da distância onde as paredes deveriam interceptar-se.

Mas ao menos enganei-me por uns 2 centímetros, como máximo, mas o mais importante, é que a a dimensão da trave superior e inferior coincidem. Ao menos a burrada não foi total.

A união das paredes foi fácil. Entre as duas, no ângulo, recorri a umas placas metálicas direitas que comprei no AKI. Também existiam no MaxMat, mas foram mais baratas no AKI.

Na junção com a parede de tijolo, utilizei umas placas similares, mas já anguladas a 90 graus.

Na parede de gesso cartonado do escritório, utilizei as placas metálicas direitas, mas para as ocultar, fiz uns recortes no gesso, de maneira ás placas ficarem para dentro. Depois com a massa de acabamento por cima, não se nota a união.

Com as paredes fixas no sítio era altura de retirar a última madeira que restava, a manter o buraco da porta alinhado. Mas outro problema.

Terá sido meu erro também ou terá sido da madeira estar empenada? Realmente gostaria de poder apontar as culpas à madeira, mas depois do meu descuido anterior, prefiro uma segunda opinião.

Nas fotografias, infelizmente não se vê bem, pois com a frustração e a “raiva” só fiz as fotografias depois do remédio.

A parede de madeira não ficou completamente pegada à parede de tijolo… Mais ou menos até meio ela vai sempre perfeitamente, mas depois começa a afastar-se, deixando um buraco, ou melhor, uma distância que acaba por ter uns 8 milímetros quando chega ao chão.

Na outra ia acontecer a mesma coisa, mas por causa da porta, tive de colocar uma cunha no canto, de maneira a ela se levantar ligeiramente e a porta ficar perfeitamente vertical. Como resultado, um espaço por baixo até sensivelmente um quarto da parede.

E como resolvi este problema? Ora bem; espuma de plurioretano (acho que é assim que se escreve). Impecável. Selou os espaços abertos e depois com o revestimento não se dá por nada.

OK, agora sim. A primeira parte da obra está concluída.

Por ordem, a Joana, que vai ser a principal utilizadora do consultório, a Clara e a Natália.

E agora os acabamentos. Graças aos Deuses do Olimpo, quem vai tratar dessa parte é o Carlos, o namorado da Joana. Ele é um pró, pelo que estou descansado. E como principal alteração, em vez de pintar, vai colocar papel de parede.

Mas para não variar, já detectou outras falhas… Sinceramente, já estava à espera, mas pensei que a resolução seria simples.

Falei deste problema logo no início. O platex tem 3 milímetros de espessura pelo que nos locais que não tinha apoio, criava um afundamento. Para corrigir esse problema coloquei as tais traves horizontais entre as traves verticais.

Desta maneira já se evitava este afundamento. Mas não foi o suficiente. Nalguns locais continuava a existir esse ligeiro afundamento. O Carlos disse logo que o papel ia disfarçar o problema, mas que mais tarde ou mais cedo ia causar problemas, incluindo a possibilidade de rasgar o papel nesses sítios. E lá aconselhou aquilo que eu tinha receio. Colocar traves verticais onde as placas de platex fizessem união.

Ok, se isso era necessário, lá tinha que ser feito. Como ele costuma dizer na brincadeira, “eu não percebo nada da poda…”. E eu ainda menos… Como acima de tudo estou aqui a aprender, aproveito a presença de quem realmente sabe.

Lá tirei pregos, afastei o platex nessas zonas de junção e medi as traves necessárias.

Mais três traves compradas (desta vez medidas, comparadas, comprovadas, etc) e toca a colocar no sítio. Depois de tudo o resto foi muito fácil. Foram seguras nos sítios correspondentes com umas pequenas peças metálicas em ângulo e parafusos. Com tempo teria feito as peças, mas o Carlos não tinha esse tempo.

E lá começou o trabalho dele.

Foi muito agradável, por várias razões. Primeiro, tinha companhia masculina. Não me percebam mal, até agora a Clara e a Natália sempre ajudaram, mas sempre é diferente estar em companhia com outros “gajos”. E ter conversas mais… como dizer… apimentadas e técnicas.

Depois sempre vão umas cervejinhas à mistura. É aquilo que os americanos chamam “male bonding”.

Depois,e realmente muito agradável, foi voltar um pouco à minha infância. No meu tempo (foda-se, estou a ficar velho), o papel de parede era o “rei”. Quantas vezes em Cáceres, Badajoz e Portalegre ajudei a por o famoso papel de parede? Irra… Foi mesmo uma viagem pela terra das recordações. O mais incrível é como estas memórias que se julgam esquecidas voltam com tanta intensidade.

Tudo bem que agora foi diferente, mas como diz o anúncio, esta sensação não teve preço.

Aqui fui eu o ajudante. Nada de interferir com quem sabe. Foi engraçado, pois foi a primeira vez que o Carlos colocou o papel de parede, mas nota-se quando uma pessoa sabe do seu ofício.

Bom, modéstia à parte, está um “espermatáculo”. Parece mesmo uma daquelas divisões todas chiques do “Querido, mudei a casa”. Ficou bem bonito.

O Carlos, pintou as outras paredes de branco e também pintou as paredes do que será a sala de espera. Trabalho 100%.

A parte exterior também ficou pronta, mas como andávamos um pouco a correr por causa do tempo, não acabei de tirar as fotografias. Ficam para Segunda.

E agora que falta? A porta, os rodapés e alguns detalhes menores no papel. Passar o cabo de rede do escritório da Clara para o consultório e colocar os móveis no sítio.

Vou construir uns pequenos altifalantes para o consultório, para a Joana ter musica ambiente e pronto.

Está quase. Quarta-feira inauguração.

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