Ferramentas para começar a trabalhar madeira

Falar de ferramentas com um Carpinteiro ou Marceneiro é um tema muito delicado. É um pouco como falar de clubes de futebol, partidos políticos ou crenças religiosas… Cada um tem as suas preferências e cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha. Antes de escrever o artigo pesquisei um pouco sobre o assunto e existe tanta informação que confunde quem quer começar.

A maior parte da informação diz respeito a sites Norte-Americanos, pelo que muitas ferramentas não podem ser encontradas por cá. Claro que as podemos encontrar na Internet, mas os preços podem torna-las inacessíveis a muitas pessoas. Por isso vou usar como exemplo as minhas ferramentas, que não sendo as melhores, são boas para quem quiser aprender.

Vamos começar por ferramentas para medir e marcar a madeira.

Um esquadro metálico e uma régua metálica podem ser comprados em qualquer loja de ferragens. Não são caros e podem durar bastante tempo se tivermos algum cuidado no seu manuseio. Não sei se existem medidas melhores ou piores, mas recomendo que o esquadro tenha entre os 20 e os 50 cm e a régua entre os a0 e 60 cm. Desta maneira podem medir e traçar a maioria das peças que irão usar na aprendizagem.

Uma boa fita métrica pode ser a diferença entre bons e maus cortes. Talvez seja a primeira ferramenta onde aconselho a gastar um pouco mais de dinheiro, por isso comprem uma boa marca. Ao início chega uma fita métrica entre os 3 e os 5 metros, pois não irão medir peças muito grandes. Escolhi esta pois tem características que acho bastante agradáveis.

A fita é ligeiramente mais larga do que é normal, os números são grandes e claros, permitindo uma boa leitura, tem um revestimento em nylon o que lhe confere um pouco mais de resistência ao desgaste e aos riscos e tem marcações em ambas as faces.

Dum lado temos as medidas escritas na horizontal e no reverso estão na vertical, o que facilita muito o trabalho. Além disso, a peça metálica que permite prender a fita está presa por três rebites, o que lhe confere maior durabilidade.

A suta é imprescindível para transferir e traçar ângulos e podem encontrá-la em qualquer casa de ferragens. Os lápis fazem parte do arsenal do Aprendiz e do Profissional. Uso quatro, embora só tenha tirado a dois. Um lápis de carpinteiro para traçar linhas grossas, onde a precisão não seja obrigatória, um lápis #2, bem afiado para marcações mais precisas e finalmente um porta minas 0.5 para marcações exactas. Tenho ainda um porta minas HB 2mm para substituir o lápis de Carpinteiro, mas é mais para comodidade. Podem ver na imagem que tenho um riscador feito à mão para marcar os cortes. Da mesma maneira construí um graminho pois não o encontrei à venda em Braga, apenas na Internet.

À medida que avançar vou usar outros instrumentos, embora não sejam necessários para o aprendiz. Um paquímetro para medições mais precisas, um esquadro metálico de Serralheiro e uma esquadra combinada. A esquadra combinada é considerada por muitos como instrumento essencial para a aprendizagem, mas é um instrumento 100% Norte-Americano, bastante difícil de encontrar por cá. O que eu tenho foi comprado numa loja dos chineses em Espanha, mais por brincadeira que para trabalhar, mas veio revelar-se bastante preciso.

Passemos agora a ferramentas de corte, começando pelas serras.

Um serrote universal, ou de Carpinteiro para cortes grosseiros (em cima). Novamente, a escolha do serrote deveria ser consoante o tipo de trabalho a realizar, pois existem dois tipos de serrote que devem procurar, um para serrar ao fio e outro para serrar ao través (ao longo das fibras / cortar as fibras), mas podem ter alguma dificuldade em os encontrar. A diferença está na disposição dos dentes e na lâmina. Mais para a frente tentarei entrar um pouco mais em detalhe. Depois está a serra de costas ou serra de sambrar (em baixo) para cortes de maior precisão. A lâmina é mais fina pelo que tem um reforço na parte de trás da lâmina. Utiliza-se para fazer, por exemplo, malhetes pois tem mais dentes e estes são finos e em disposição especial. Finalmente, está a serra de Marceneiro, também conhecida como serra de costinha ou serra de faca. Esta serra é usada para fazer cortes muito precisos, como malhetes de cauda de andorinha.

Em Portugal temos uma boa marca de serras, a Ramada, que por acaso é de Braga. Tenho de ir directamente à fabrica pois não os encontro nas lojas.

Finalmente tenho uma serra de rodear (famosa por quase todos a termos usado na escola) e uma serra manual para metais, muito útil para certos trabalhos. Seguidamente os formões.

Para começar nunca é boa ideia comprar ferramentas demasiado baratas. Um bom exemplo de isso são os formões que podemos encontrar nas grandes superfícies. Comprei um conjunto de 4 formões com cabo de madeira no AKI, dos quais já só tenho 3. Um deles ficou irremediavelmente dobrado ao fazer o maço de madeira. Tenho no entanto um bom uso para eles; aprender a afiar com guia e papel de lixa.

Não fica muito mais caro ir comprando pouco a pouco um bom conjunto de formões, neste caso, os Bailey, da Stanley. Já falei deles, pelo que não entrarei em detalhes. Façam como eu, um por mês…

Ainda nas ferramentas de corte, convinha poder comprar uma plaina, embora não seja  necessária logo no início. Novamente não houve dinheiro para uma boa plaina pelo que tive que contentar-me com uma bastante barata. Felizmente, após prepará-la e afiá-la consigo um trabalho mediano com ela. Noutro artigo veremos como preparar a plaina.

Um conjunto de limas e grosas para madeira não é muito caro e deve ser comprado assim que possível, pois ajudam-nos no desbaste e acabamento dos trabalhos.

Da mesma maneira, é necessário contar logo desde o início com papel de lixa. Para a madeira utilizo vários números: 40; 80; 120; 240 e 320. Tento sempre ter duas ou três folhas de cada. Para afiar as lâminas uso papel de lixa diferente: 400; 600 e 1200.

Naturalmente precisaremos de ferramentas de percussão. O martelo de Carpinteiro tem as chamadas “orelhas” que servem para retirar pregos da madeira. É bastante pesado, pelo que serve para pregar ou bater na madeira. Para trabalhos de maior precisão temos um martelo de pena para cravar pregos mais finos. Finalmente temos o maço de madeira para usar com os formões ou goivas. O maço foi feito por mim, pelo que se adapta perfeitamente à minha mão.

Para juntar a madeira temos a cola. Tenho a cola branca normal e para alguns trabalhos a cola amarela de contacto, embora raramente a use. Pregos e parafusos de todo o tipo e feitio… Preparem-se para começar a juntar autênticas colecções, pois nunca temos em casa o prego ou parafuso que precisamos para o trabalho em mão.

Eis uma peça sem a qual nunca poderemos viver: o grampo. E não só não podemos viver sem ele como nunca o temos em número suficiente. Para começar precisamos de pelo menos 2 pequenos. Tal como com os formões, podem ir comprando pouco a pouco ou conforme as necessidades. Estes são os mais baratos, mas podem encontrar vários tipos. Escolham os que melhor se adaptem às vossas necessidades ou ao vosso bolso.

Uma boa opção para segurar os trabalhos ou acessórios são as molas. São bastante baratas e tal como os grampos podem encontrá-los em vários tamanhos.

Para afiar os formões ou os ferros das plainas vão precisar do acessório da Stanley. Podem comprá-lo numa grande superfície (AKI ou Leroy Merlin) e vão precisar dele logo desde o início. Naturalmente podem afiar as ferramenta à mão, mas ao início é sempre bom ter uma pequena ajuda.

Existem muitas outras ferramentas que poderão ter, conforme as necessidades. Aconselho a ter um turquês e um conjunto de chaves de parafusos. Como a maior parte da minha madeira provêm de paletes ou madeiras das obras uso bastante o arranca pregos e o cinzel.

Mesmo se quisermos aprender a trabalhar apenas com ferramentas manuais, iremos precisar de início algumas ferramentas eléctricas, que nos ajudem a preparar a madeira para o trabalho.

Uma serra circular é um autêntico cavalo de batalha para o Carpinteiro ou Marceneiro. Podemos utilizar a serra para dimensionar a madeira ou preparar peças maiores com mais rapidez e alguma precisão. Inclusivamente pode ser facilmente adaptada para usar numa mesa para ser usada como mesa de corte. Embora tenha apenas 1300W posso afirmar sem duvida que esta Dexter me tem servido muito bem desde o início, apesar dos abusos que tem sofrido. Quando aprendemos cometemos erros…

Outra ferramenta de grande utilidade é a serra de tico-tico, pois permite-nos cortar madeira (até determinada grossura) em linha recta ou em curva. Pode levar vários tipos de serra, pelo que é uma máquina polivalente. Comprei na mesma altura da serra circular, pelo que o investimento foi muito baixo. Novamente recomendo comprar uma um pouco mais cara mas de melhor qualidade. Esta tem pouca potência, aquece muito, para trocar as lâminas perco muito tempo e não consigo que a lâmina fique a 90º certos. Basicamente, tenho o que paguei.

Imprescindível em qualquer casa Portuguesa é o berbequim… Mesmo que exista só por causa da tradição, um Aprendiz de Carpinteiro vai começar a dar-lhe bastante uso. Por ser para madeira não é necessário ser topo de gama, com muita potência. Um dia vai necessitar de fazer furos precisos em madeiras mais duras, mas se lá chegar, não será com este.

Evidentemente vai necessitar de brocas. Atenção; brocas para madeira! Existem conjuntos a bom preço nalgumas casas de ferragem que incluem brocas normais, “Forstner” e chatas (em forma de pá). Estão também as brocas cranianas e as pontas de escarear.  Juntei ao grupo uma verruma, que é muito útil para marcar a madeira e impedir que a broca, ao iniciar a rodar, falhe o local certo.

Com ferramentas eléctricas não é demais usarmos protecção. Luvas de trabalho, óculos de protecção, máscara e protecção auricular são obrigatórias para um uso seguro. Trabalhar com a madeira não é muito perigoso, mas os acidentes podem acontecer. Num próximo artigo falarei um pouco mais sobre a segurança nos trabalhos com madeira.

Porque falamos de segurança, uma boa aposta na prevenção é um extintor e um alarme de incêndios. São dois itens baratos que nos podem evitar grandes prejuízos. Se tiverem ferramentas eléctricas deverão mesmo colocar ambos!

Porque como disse, os acidentes acontecem, um pequeno kit de primeiros socorros deve estar sempre à disposição. Pequenos cortes, farpas de madeira, serradura nos olhos, etc… Para pequenas coisas o kit resolve praticamente qualquer problema, para um acidente maior o kit ajuda a controlar as hemorragias até chegar ajuda. Mais tarde voltarei a estes assuntos.

Deixei para ultimo um dos aspectos mais importantes do trabalho em madeira. Precisamos de um sítio seguro e forte para trabalhar, para fixar as peças em que trabalhamos. Como iniciantes temos duas soluções baratas:

Uma bancada dobrável, que poderão encontrar nos hipermercados ou grandes superfícies ou um banco de Carpinteiro barato.

Aconselho a ponderarem a compra do banco de trabalho dobrável, mas não demasiado barato. Já escrevi sobre o meu banco de Carpinteiro neste artigo, pelo que se o leram sabem que foi uma prenda. Até o receber, o banco dobrável serviu perfeitamente e ainda hoje o uso com muita frequência. Poderão ver que é fácil e barato construir um banco de carpinteiro de raiz com madeira reciclada. Se me animar, talvez construa um.

Uma vez vistas as ferramentas que tenho e que poderão servir de exemplo para um principiante, veremos então os primeiros passos a seguir no próximo artigo. Se quiserem um artigo melhor, mais profissional ;-) aconselho-vos a ler este artigo em PDF da revista “Popular Woodworking magazine“. Vão ver que é extremamente interessante.

Se me permitem, apenas um último pensamento em relação às ferramentas. Aplica-se perfeitamente o velho ditado: “O barato sai caro”! Sei que as ferramentas que tenho podem levar a crer que me estou a contradizer, mas são as ferramentas que posso ter. Espero um dia poder vir a ter melhores ferramentas, mas o “desocupado” que está no título não é uma opção de vida. Até que esse dia chegue, vou sonhando e vendo, como diz Anthony Bourdain “Tool Porn”.

Bristol Design Woodworking Tools

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15 respostas a Ferramentas para começar a trabalhar madeira

  1. José Mota diz:

    Boa-Tarde! Os seus posts são uma verdadeira delícia, e nunca os perco, acredite. É curioso que ao ler o que escreveu sobre a qualidade das ferramentas fez-me lembrar o que me tem acontecido quando após alguns trabalhos feitos com ferramentas um “pouco” mais baratas, fico com a sensação que enfiei um grande barrete, e aí concordo com o meu caro quando afirma que “o barato sai caro”. Vou dar-lhe um exemplo que eu tenho “atravessado na garganta”. Aqui há uns três anos decidi comprar uma serra de fita. Depois de pesquisar, quer na Net, quer em várias lojas de ferramentas, decidi-me por uma da marca E*n*ell. Grande fiasco! Por desconhecer na altura, não tive em conta na hora da decisão que os “encostos” que mantêm a fita direita devem ser feitos com recurso a dois pequenos rolamentos, ou, como é o caso da serra de fita do grande crack do woodworking, Matthias Wandell, ( site: http://www.woodwgears.ca), em que os referidos “encostos” são feitos de um material parecido com contraplacado de construção. Pois o que me aconteceu foi que a “emenda”, que não está totalmente ausente da fita, esbarrou contra os dois pinos de metal que lá estão a fazer o efeito de guia desconjuntando-se, pura e simplesmente. Na altura despendi à volta de 90 euros e, registe-se, não fiquei servido..Excluindo este particular, ficou-me a sensação de que é uma ferramenta muito agradável de usar, mais segura que a serra de mesa, por exemplo, porque acho que é mais fácil controlá-la, talvez porque funciona com um menor número de rotações. Deixo aqui acerteza de como será se trabalharmos com uma serra de fita com qualidade. É certo que uma e outra cumprem objectivos diferentes, mas estou certo que quem tem uma boa serra de fita pode fazer a maior parte das tarefas que são exigidas a uma serra de mesa, e com maior segurança. Em relação aos custos das ferramentas, e porque estamos vivendo em contexto de uma economia de mercado, devemos e podemos escolher, tanto quanto nos é possível, onde compramos as nossas queridas ferramentas. E porque o caro amigo tem uma relação especial com o país de “nuestros hermanos”, como já teve a amabilidade de referir, deixo-lhe aqui o “link” de uma casa de ferramentas que entrega para toda a Península Ibérica, por exemplo: http://www.tornyfusta.com/. Ainda não analisei se tem preços que compensem os gastos de envio, mas já deu para ver que a coisa não deve “andar ela por ela”. Daí…
    Já agora e porque abordou o tema que eu adoro, que é o da reciclagem, deixo-lhe aqui um “link” que acho que o vai deliciar: http://www.designboom.com/weblog/cat/9/view/18928/raumlaborberlin-officina-roma.html.

    Cumptos

    José Mota

  2. José Mota diz:

    Correcção: Onde se lê: (…)Ainda não analisei se tem preços que compensem os gastos de envio, mas já deu para ver que a coisa não deve “andar ela por ela”. Daí…(…); deve-se ler: Ainda não analisei…..mas já deu para ver que a coisa não deve andar longe do “ela por ela”.

    • Amigo José

      Obrigado pela sua grata companhia. As ferramentas são a nossa delícia e ao mesmo tempo o nosso maior pesadelo, já reparou? Infelizmente os custos associados impedem-nos de comprar as ferramentas que realmente gostaríamos, e por isso lá nos temos de adaptar. Mas vejamos o lado positivo, isso torna-nos verdadeiramente polivalentes… Aprendemos a reparar, melhorar ou adaptar as ferramentas às nossas necessidades.

      Gostaria muito de poder trabalhar com uma serra de fita, pois ainda não tive a oportunidade de o fazer. Já vou tendo alguma pratica com a serra de mesa e acho-a uma ferramenta magnífica. Mas pelo que vejo na Internet, acho que tem razão quando diz que a serra de fita não lhe fica atrás. Nas mãos de trabalhadores competentes e que saibam utilizar todo o seu potencial, ambas as máquinas são indispensáveis numa oficina moderna. Continua a conseguir usar a serra ou ficou sem serventia? Talvez se possa fazer qualquer coisa…

      Quanto às lojas online, obrigado por me ter indicado a Tornyfusta, pois não a conhecia. Amanhã lá passarei umas horitas a “babar-me” com a página… Os preços… Sem ter visto, o melhor é o que faço sempre: procurar, procurar, comparar e comparar! E graças a amigos como o José, sempre se encontram novos sítios. Temos de fazer bem as contas e ponderar bem as nossas necessidades. Umas vezes valem a pena, outras não, como tudo. Fico com muita pena é de não termos por cá mais lojas que decidam apostar em ferramentas de qualidade a preços convidativos. Sei que é difícil nos dias de hoje, mas talvez se mais apostassem, o mercado abria-se um pouco, mais pessoas se interessavam e compravam e os preços desciam. Se tivesse um investidor quem abria uma loja da especialidade com formação, workshops, demonstrações e mais, era eu ;-).

      Obrigado pelo link. Achei-o muito interessante mesmo.

      Um grande abraço e continue com os seus magníficos trabalhos.

  3. Lo más importante de una herramienta es que no sea mala. He visto herramientas muy toscas en manos de buenos carpinteros y que trabajan a la perfección, son modestas, son humildes, son baratas, son feas, pero no son malas, son tremendamente eficaces..

    También hay gente muy hábil que es capaz de dar múltiples usos a una sola herramienta, es el caso de nuestro amigo Germán, que hace espigas en madera con una sierra para metales.

    Hay otras personas que se fabrican sus propias herramientas, algunas de ellas muy feas, pero muy eficaces y baratas.

    La habilidad es más importante que la herramienta y sólo se consigue con la experiencia.

    De todas formas a mi me gustan las herramientas bonitas y caras, como a todos supongo.

    Me ha encantado este artículo, se nota que estás trabajando duro, o que tienes una super mente, aunque lo más seguro que sean ambas cosas.

    Un abrazo RICO!!

    • Gracias Ramón.

      Tienes toda la razón. El Carpintero hace la herramienta, no al revés. Pero debemos, siempre que posible trabajar con una herramienta con un mínimo de calidad, porque sino el trabajo se ve muy dificultado. Leo en muchos blogs que la causa de mucho desanimo al inicio se debe por herramientas malas o mal preparadas. Y naturalmente siento lo mismo, por experiencia propria.

      Y como a ti, me encantan las herramientas bonitas y caras… a quien no le gustan? Un dia nos reunimos todos en Plazos y pasamos el tiempo contando batallitas y mirando-las…

  4. Marcelo Gomes diz:

    Olá Ricardo! Curioso seu comentário de que não encontra os serrotes Ramada nas lojas por aí. Aqui no Brasil são os favoritos de todos desde sempre (veja por exemplo esse site: http://www.ferramentasfelap.com.br/canais/produtos/detalhes.asp?codLoja=2520

    Eu mesmo tenho dois, e aprendi a preferi-los com meu pai (português, por sinal), que já também sempre considerou esses serrotes como os melhores.

    Um abraço,
    Marcelo

    • Olá Marcelo.

      Fico super contente em saber que uma casa da minha terra está a ter sucesso além mar, e que as pessoas gostam e divulgam os productos.

      Realmente é interessante que por cá tenha alguma dificuldade em encontrar serras da Ramada. Nas duas casas que frequento por cá não os tem e nas grandes superfícies também não existem. Os meus serrotes são da “Corneta”, que é uma firma Alemã e da firma “Connex”.

      Como se costuma dizer, “em casa de ferreiro, espeto de pau” ;-). Já tenho a morada da fábrica e assim que puder vou passar por lá e comprar um, que muito preciso.

      Obrigado pelo link Marcelo. Quando comprar prometo que faço um artigo com fotografias.

      Um grande abraço.

  5. Pedro Esteves diz:

    “Para afiar os formões ou os ferros das plainas vão precisar do acessório da Stanley”

    estou com alguns problemas com o acessório Stanley, como se consegue ver aqui nesta imagem: http://images.bidorbuy.co.za/user_images/916/2153916/2153916_120524235930_TD084N-2.jpg

    por baixo não é direito , tem um desnível na parte onde assenta o formão , o que me dificulta imenso a afiação, porque quando estou a afiar , nunca consigo ter o formão direito, está sempre a desnivelar para um lado ou para o outro… Se fosse um formão mais largo ficava por cima do desnível e já não havia esse problema , e se fosse mais pequeno ficava dentro do desnível e também não tinha esse problema.

    Alguma sugestão ? agradecido

    • Boa tarde Pedro.

      Desculpe a demora na resposta mas estava de férias e não tinha Internet. A sua dúvida é muito pertinente. Infelizmente a Stanley não explica muito bem como colocar os formões na guia, o que pode provocar alguns problemas. Eu próprio já os senti, mas tive quem me explicasse.

      Vou começar a escrever hoje mesmo um artigo sobre este tema para o ajudar, não só a si, mas a outras pessoas que possam ter os mesmos problemas que nós. Como é a guia mais usada por cá, dado que é a que mais facilmente se encontra à venda, espero que possa dissipar as dúvidas de bastantes pessoas. Prometo a maior brevidade possível.

      Muito obrigado por colocar uma questão tão importante, pois não podemos fazer nada sem ferramentas bem afiadas e preparadas.

      Um grande abraço.

      • Pedro Esteves diz:

        Obrigado pela a atenção . E parabéns pelo trabalho que tem realizado, tanto ao nível de carpintaria, como ao nível pedagógico da arte em si.

        Saudações

  6. Mariana diz:

    Olá,
    Muito obrigada pelo post tão completo e bem explicado.
    Sou novata nestas coisas e gostava de saber se alguém me pode dar uma ajuda:
    Na área de Lisboa, onde posso comprar madeiras boas para trabalhar (artesanato).
    Há algum sítio que ofereça variedade?

    Muito obrigada
    Espero que continue “desocupado” :)
    Saudações

    • Boa tarde Mariana.

      Desculpe a demora na resposta.
      Madeira para artesanato poderá encontrar nas grandes superfícies, como Aki, MaxMat, Hipercor, etc. Não tem grande variedade mas sempre tem o essencial para aprender a preços acessíveis.

      Pode sempre fazer como eu, que é reciclar ;-) Madeira de paletes, madeira das caixas de fruta, pequenos pedaços que vá encontrando, etc. Madeiras mas exóticas terão de ser numa serração, mas prepare-se para preços um pouco altos. Para começar a madeira de pinho é muito boa, pois não é nem demasiado dura nem demasiado mole. Pode cortar com uma serra manual ou com uma tico-tico e fazer os acabamentos com lixa, por exemplo.

      Por cá não temos lojas que se dediquem a esta área específica, mas em Espanha pode encontrar a “Comercial Pazos” – http://www.comercialpazos.com/ que vende online, entre outras.

      Se precisar de alguma coisa em especial diga, que tentarei ajudar naquilo que puder.

      Um abraço e muita serradura ;-)

  7. Nube diz:

    Este poste deu me imenso jeito para um trabalho da faculdade.. obrigado e continue o bom trabalho! =)

  8. JOAO MARQUES diz:

    e com muito agrado que o encontrei na net a dar bom nome a arte da marcenaria carpintaria precisamente na area das ferramenas pois um bom oficial se ve pela sua ferramenta e um ditado antigo mas infalivel continuacao JOAO MARQUES O IMIGRANTE

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